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Arrufadas de batata doce bem fofas a receita caseira para um lanche especial

Mãos rasgando pão fresco sobre tábua de madeira com manteiga, puré e mais pães ao fundo.

O que torna estas arrufadas tão fofas

Há receitas que parecem simples, mas dependem muito de pequenos detalhes. Nas arrufadas de batata-doce, a humidade do puré e a quantidade de farinha são o que mais dita se o miolo fica leve e “de pastelaria” ou mais pesado. Com a batata bem escorrida, pouca farinha extra e levedações no ponto, o resultado fica mesmo fofo - e continua agradável no dia seguinte.

São uma excelente opção de lanche para casa, escola ou trabalho, tanto ao natural como com manteiga e um chá.

A batata-doce (em puré) dá humidade e maciez sem precisar de muito açúcar ou gordura. O “fofo” vem sobretudo de duas coisas: amassar o suficiente para criar estrutura e deixar levedar até crescer de forma visível.

A regra de ouro: batata doce sim, mas farinha só a necessária - a massa deve ficar macia e ligeiramente pegajosa, não rija.

Detalhes que ajudam mesmo:

  • Pese a batata já cozida e bem escorrida (300 g “úmidos” mudam tudo).
  • Quanto mais húmido o puré, menos leite e mais difícil fica acertar na farinha.
  • Leite morno é morno mesmo: cerca de 35–38 ºC (quente demais pode inibir o fermento).

Ingredientes (para 10–12 arrufadas)

  • 300 g de batata doce (peso já cozida e bem escorrida), esmagada em puré
  • 500 g de farinha de trigo T55 (pode precisar de + 20–50 g, conforme a humidade)
  • 7 g de fermento de padeiro seco (ou 20 g de fresco)
  • 80 g de açúcar
  • 2 ovos (tamanho M)
  • 80 ml de leite morno (não quente)
  • 80 g de manteiga amolecida
  • 1 colher de chá de sal
  • Raspa de 1 limão (opcional, mas recomendado)
  • 1 gema + 1 colher de sopa de leite (para pincelar)

Pequeno guia para não falhar a massa

Elemento O que faz Sinal de que está certo
Batata doce Humidade e maciez Puré liso e “seco”, sem água à vista
Amassar Estrutura e leveza Massa elástica, com brilho; estica sem rasgar logo
Levedar Miolo fofo Cresce visivelmente e mantém a forma ao tocar de leve

Preparação passo a passo

1) Cozer e preparar a batata doce

Coza ao vapor (mais fácil de controlar a água) ou em água, mas sem “encharcar”. Escorra muito bem e esmague ainda morna até ficar liso. Deixe arrefecer até ficar apenas morno antes de juntar ao fermento.

Se o puré estiver húmido, o miolo pode ficar mais pesado. Truque simples: deixe 10 minutos num coador fino, sem espremer.

2) Ativar o fermento e começar a massa

Junte o leite morno com 1 colher de chá do açúcar e o fermento. Deixe repousar 5–10 minutos. Deve notar atividade (espuma/bolhas; no seco pode ser discreto, mas vê-se movimento).

Numa taça grande (ou batedeira com gancho), misture farinha, o açúcar restante, sal e raspa de limão. Faça uma cova e adicione os ovos, o puré e a mistura do fermento.

3) Amassar e incorporar a manteiga

Amasse 8–10 minutos, até começar a ganhar elasticidade. Só depois adicione a manteiga amolecida, aos poucos, e amasse mais 6–8 minutos, até a massa ficar lisa e mais “elástica”.

A massa deve ficar macia e ligeiramente pegajosa, mas a descolar das paredes. Se estiver mesmo difícil de trabalhar, junte farinha aos poucos (1 colher de sopa de cada vez). Erro típico: “corrigir” com demasiada farinha e acabar por secar a massa.

4) Primeira levedação (crescimento)

Forme uma bola, coloque numa taça untada, cubra e deixe levedar 60–90 minutos, até duplicar. Aqui manda mais o ambiente do que o relógio: se a cozinha estiver fresca, pode demorar mais.

Dica prática: forno desligado com a luz acesa costuma dar um morno estável. Evite calor direto (radiador/forno a aquecer): cresce por fora e fica “cru” por dentro.

5) Moldar as arrufadas

Passe para a bancada ligeiramente enfarinhada e retire o ar com cuidado. Divida em 10–12 porções (se puder, pese para ficarem iguais) e boleie criando tensão à superfície.

Disponha num tabuleiro forrado, com espaço entre elas. Cubra e deixe levedar 35–50 minutos, até ficarem bem “almofadadas”. Se ao tocar com a ponta do dedo a marca voltar devagar, está no ponto.

6) Pincelar e cozer

Aqueça o forno a 180 ºC. Pincele com a gema batida com leite, com mão leve para não as abater.

Coza 18–22 minutos, até dourarem. Se ganharem cor cedo demais, cubra com alumínio a meio. Para confirmar a cozedura sem “adivinhar”: a base deve soar “oca” ao bater de leve.

Como servir (e elevar o lanche)

Ficam ótimas simples e ainda melhores com:

  • Manteiga e uma pitada de flor de sal
  • Doce de abóbora ou compota de frutos vermelhos
  • Queijo fresco e mel
  • Canela polvilhada, ainda mornas

Erros comuns (e como corrigir)

  • Ficaram densas: farinha a mais ou levedação curta. Na próxima, controle melhor a farinha extra e espere que cresçam mesmo (sobretudo na segunda levedação).
  • Sabor a fermento: levedação demasiado longa num local quente. Prefira um ambiente morno e pare quando duplicar (não quando “transbordar”).
  • Secaram no dia seguinte: cozedura excessiva ou ar. Guarde bem fechado; para recuperar, aqueça 10–15 segundos no micro-ondas ou 3–5 minutos em forno baixo.

Conservação

Guarde bem fechadas à temperatura ambiente até 2 dias. Para congelar, deixe arrefecer totalmente e congele em saco próprio (idealmente já separadas). Descongele à temperatura ambiente e aqueça ligeiramente para voltarem a ficar macias.

FAQ:

  • Posso usar farinha T65? Pode, mas o miolo tende a ficar menos leve e a massa pode pedir um pouco mais de líquido. Com T65, evite acrescentar farinha extra cedo demais.
  • Dá para substituir o leite? Sim. Bebida vegetal simples funciona; água também, embora o leite ajude na maciez e na cor.
  • Posso fazer em formato de pão grande? Pode. Faça uma só bola, deixe levedar na forma e coza cerca de 30–40 minutos (conforme o forno), vigiando a cor e cobrindo com alumínio se necessário.

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