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Cama baixa ou colchao no chao vale a pena para dormir melhor e ganhar espaco

Mulher ajoelhada a arranjar uma tábua da cama, com ferramentas ao lado e planta no fundo.

Se já pesquisaste “cama baixa” e recebeste respostas como se estivesses a pedir uma tradução, não estás sozinho. Aqui a questão é prática: dormir com o colchão no chão (ou numa cama muito baixa) pode mesmo ajudar a ganhar espaço - mas também pode trazer humidade, pó e desconforto se for feito sem cuidados.

A “solução minimalista” tanto pode libertar um quarto pequeno como criar, silenciosamente, bolor e dores ao levantar.

A promessa: mais espaço, menos tralha, uma sensação de quarto maior

Num T0 ou quarto pequeno, tirar a estrutura da cama muda logo a circulação. Encostar o colchão durante o dia pode abrir espaço para trabalhar, arrumar ou simplesmente “respirar” melhor no quarto.

É por isso que futons, tatamis e estrados baixos aparecem tanto em casas arrendadas e quartos de estudantes: não é só estética, é logística.

A letra pequena: a altura não é só design. Mexe com ventilação, higiene e com o esforço diário de entrar/sair da cama.

O que melhora (mesmo) quando baixas a cama

Baixar a cama pode ajudar, sim - sobretudo no dia a dia:

  • Ganha-se área útil (circulação e sensação de amplitude).
  • Menos volume visual no quarto (mais “leve”).
  • Mais estabilidade se a cama antiga rangia/abanava.
  • Para crianças, reduz o risco de quedas de altura (desde que o quarto esteja seguro).

Para quem se mexe muito, estar mais perto do chão também pode dar uma sensação de segurança - e isso, às vezes, ajuda a relaxar.

O custo escondido: humidade, pó e o “frio” que sobe do chão

O problema que costuma aparecer ao fim de algumas semanas: o colchão precisa de arejar por baixo.

Em muitas casas em Portugal (especialmente rés‑do‑chão, paredes frias, pouca exposição solar ou zonas húmidas), a humidade fica presa entre colchão e pavimento. Resultado comum: cheiro a abafado, manchas e bolor - e isso não é só “feio”; pode piorar sintomas respiratórios.

Outros custos práticos: - Mais pó ao nível do chão (pior para rinite, alergias e asma). - Mais sensação de frio por condução, sobretudo em cerâmica/pedra. - Em alguns casos, pode até invalidar a garantia do colchão se houver sinais de bolor por falta de ventilação.

Colchão no chão vs. cama baixa: não são a mesma coisa

Parecem a mesma ideia, mas na prática não são:

  • Colchão no chão: é rápido e barato. Serve para testar, mas é o que mais falha em ventilação e higiene quando vira “fixo”.
  • Cama baixa com estrado ventilado: mantém altura reduzida, mas deixa o colchão respirar e facilita limpeza.

Se queres o visual minimalista sem dores de cabeça, o melhor “meio-termo” costuma ser um estrado simples de ripas ou uma base ventilada. Regra prática: quanto mais húmida for a casa, mais importante é ter ar por baixo.

Como fazer isto sem “pagar” com o sono (checklist simples)

Pensa como um teste de 2 semanas - com regras claras.

1) Garante ventilação por baixo
- Melhor opção: estrado de ripas com folgas para o ar circular.
- Se for no chão: levanta o colchão para arejar quase todos os dias e evita encostar a parede (deixa alguns centímetros).

2) Protege contra humidade
- Prefere um resguardo respirável (os totalmente plásticos tendem a “abafar”).
- Objetivo útil: manter a humidade relativa, em casa, geralmente abaixo de ~60% (arejamento curto com janelas opostas ajuda; em casas húmidas, desumidificador pode fazer diferença).

3) Limpeza sem desculpas
- Aspira o chão e rodapés com mais frequência (é onde o pó acumula).
- Lava capas/lençóis regularmente e não ignores a parte de baixo do colchão (passa aspirador e roda-o conforme recomendado pelo fabricante).

4) Pensa no teu corpo a entrar/sair
Uma cama demasiado baixa pode piorar dores nos joelhos/lombar ou tornar a manhã mais difícil. O desconforto muitas vezes aparece ao levantar, não durante o sono.

Para quem faz sentido (e para quem é má ideia)

Funciona melhor se: - tens pouco espaço e precisas de flexibilidade no quarto; - o quarto é seco, apanha sol e ventila bem; - consegues manter uma rotina simples de arejamento/limpeza.

É má ideia (ou exige solução mais cuidada) se: - vives num rés‑do‑chão húmido, com condensação frequente ou cheiros a mofo; - tens alergias respiratórias marcadas; - tens dificuldade em levantar-te de superfícies baixas.

Ponto-chave O que muda Porque interessa
Ventilação Estrado vs. chão direto Menos risco de bolor, cheiro e manchas
Altura Muito baixa pode ser incómoda Impacta joelhos/lombar e a rotina
Higiene Mais pó ao nível do chão Pode agravar rinite e alergias

A decisão certa costuma ser uma: “baixo, mas não colado ao chão”

Raramente é um “sim” ou “não” universal. O que costuma resultar, na prática, é manter a cama baixa - mas com ar por baixo e limpeza fácil.

Usa a altura como ferramenta para melhorar o quarto, não como teste de minimalismo. O objetivo é dormir bem e viver melhor no espaço.

FAQ:

  • Dormir num colchão no chão faz mal às costas? Não necessariamente. O que manda é o suporte do colchão e o alinhamento da coluna. O problema mais comum é o esforço ao baixar/levantar e o desconforto articular com o tempo.
  • Quanto tempo posso deixar o colchão no chão sem arejar? Em casas húmidas, deixar “dias seguidos” sem levantar é pedir cheiro e manchas. Se notas humidade, frio persistente, cheiro a abafado ou pontos escuros, muda para estrado ventilado.
  • Um tapete por baixo resolve a humidade? Ajuda no conforto térmico, mas pode piorar a ventilação e reter humidade. Se usares, compensa com arejamento frequente e, idealmente, uma base ventilada.
  • Cama baixa é melhor para o sono? Para algumas pessoas pode ajudar (sensação de segurança, quarto mais “calmo”). Para outras, não muda. Normalmente pesam mais luz, ruído, temperatura, colchão adequado e rotina.
  • Qual é a alternativa mais simples ao colchão no chão? Um estrado baixo de ripas. Mantém a altura reduzida e evita a maior parte dos problemas de humidade e higiene.

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